O chefe da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o diplomata tunisiano Hedi Annabi, está desaparecido após o terremoto de ontem no país do Hemisfério Norte. A Jordânia confirmou que três mantenedores de paz jordanianos morreram no tremor. Já Pequim informou que havia oito soldados chineses presos entre os escombros e mais dez desaparecidos.

O número de mortos após o forte terremoto que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, pode chegar a centenas, disse um médico local. “Quando tivermos uma ideia do número de vítimas, ele será medido em centenas”, afirmou o médico, que estava coberto de sangue e tratando de um ferimento no braço esquerdo.

Vários prédios vieram abaixo com o tremor de 7 graus na escala Richter, seguido por três abalos secundários. O terremoto foi considerado o mais violento a atingir o Haiti em mais de 200 anos. Nuvens de poeira cobriram a capital Porto Príncipe durante horas, por causa dos desabamentos.

Veículos da polícia e das Nações Unidas podiam ser vistos transportando os feridos para atendimento. O Palácio Nacional foi reduzido a escombros e dezenas de milhares perderam suas casas. Muitos estavam nas ruas hoje, implorando pela ajuda de médicos. Muitas residências no país são precárias e já oferecem riscos em condições normais. “Os hospitais não podem lidar com todas essas vítimas”, reconheceu Louis-Gerard Gilles, um médico e ex-senador, enquanto ajudava as vítimas. “O Haiti precisa orar. Todos temos que orar juntos.”

Em Washington, o Departamento de Estado informou que acredita numa “séria perda de vidas”. O porta-voz P.J. Crowley disse que funcionários da Embaixada dos Estados Unidos no Haiti relataram cenas de destruição dentro e fora da capital. “Eles falaram de muitas paredes caídas e viram vários corpos nas ruas e calçadas que tinham sido atingidas pelos escombros.”

As comunicações estavam cortadas em todo o país, impossibilitando uma visão plena sobre os estragos causados também pelos tremores secundários que sacudiram a empobrecida nação. Fontes das Nações Unidas reconheceram que há um número não divulgado de funcionários da entidade mundial desaparecidos. Em muitos lugares, não havia eletricidade. Com informações da Dow Jones.