Autoridades chinesas sentenciaram nesta quarta-feira (17) duas pessoas à morte pelo ataque que matou 17 policiais e feriu outros 15 em Xinjiang, oeste do país, no dia 4 de agosto, quatro dias antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim. O atentado aconteceu na cidade de Kashgar, perto da fronteira com Paquistão e Afeganistão. Dois homens lançaram um caminhão contra um grupo de policiais que praticava corrida. A dupla continuou em seguida o ataque, com bombas caseiras e facas.

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. Mas membros do governo sugeriram que terroristas estão por trás da ação. Autoridades chinesas dizem que militantes uigures – muçulmanos que falam turco – estão liderando um violento movimento separatista islâmico em Xinjiang e buscam estabelecer um Estado independente na província fronteiriça com a Ásia Central.

Os críticos acusam Pequim de usar essas alegações de terrorismo como uma desculpa para confrontar o pacífico sentimento pró-independência e a expressão da identidade uigur. Perto de 1,5% dos 1,3 bilhão de chineses são muçulmanos, segundo estimativa dos Estados Unidos.