A China pediu hoje à comunidade internacional que aceite a decisão da Justiça de Mianmar, que ontem condenou por um tribunal birmanês a Prêmio Nobel da Paz Aung San Su Kyi a passar mais tempo em prisão domiciliar por violação da pena, ao permitir que um norte-americano permanecesse em sua casa sem que tivesse autorização para tal. “A comunidade internacional deveria respeitar plenamente a decisão judicial soberana de Mianmar”, declarou hoje em Pequim Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa. A extensão da prisão domiciliar foi condenada internacionalmente. Somente a China pediu ao mundo que aceite a decisão da Justiça local.

Aung San Suu Kyi viveu hoje o primeiro dia de sua mais recente pena em sua casa em Rangum. A junta militar que governa Mianmar determinou que a ativista democrata passe mais um ano e meio em prisão domiciliar. Com a ampliação da pena, Aung San Suu Kyi estará fora da cena eleitoral em 2010, quando a junta militar pretende promover votação. A líder oposicionista de 64 anos passou 14 dos últimos 20 anos detida, sendo a maior parte do tempo em regime domiciliar.