O governo chinês disse afirmou hoje que vai continuar pressionando a tomada de uma resolução diplomática para a questão nuclear iraniana, recusando-se a aceitar os esforços do Ocidente de impor novas sanções contra o país. “Estamos fazendo esforços diplomáticos e acreditamos que eles não se exauriram. Vamos continuar a trabalhar com outras partes para chegarmos a um acordo sobre essa questão”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Qin Gang.

As novas sanções teriam como alvo a Guarda Revolucionária iraniana, além do enrijecimento das medidas já existentes contra os setores de navegação, bancário e se seguros, disse ontem uma fonte da Organização das Nações Unidas (ONU). Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França apoiam as novas sanções, e a Rússia – que normalmente se opõe – deu sinais de que pode aceitar as medidas.

Essa situação deixa apenas a China, dentre os membros permanentes do Conselho de Segurança, como país que se opõe a novas sanções. A China depende do Irã para suprir a maior parte de suas necessidades energéticas. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança têm poder de veto, o que significa que a China poderia impedir a imposição de novas sanções, embora seja mais provável que o país se abstenha se os outros quatro apoiarem a decisão.

Qin disse que a China vai continuar a trabalhar para a retomada das conversações sobre a questão e “fazer esforços construtivos para uma resolução adequada sobre a questão nuclear iraniana por meio do diálogo e das negociações”. O Irã já está sob três pacotes de sanções, que têm o objetivo de punir sua recusa em congelar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser reprocessado em níveis mais altos para a produção de armas. Teerã afirma que o objetivo de seu enriquecimento é apenas produzir combustível para produção de energia.