Novos documentos mostram que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, por suas iniciais em inglês) destruiu quase 100 fitas de interrogatórios de suspeitos de terrorismo – muito mais do que o inicialmente admitido pelo principal serviço norte-americano de espionagem internacional. A revelação feita hoje vem à tona em um momento no qual um promotor público encerra sua investigação sobre o tema.

A admissão de que dezenas de fitas contendo gravações de interrogatórios de suspeitos de terrorismo foi feita numa carta apresentada por advogados do governo em Nova York, onde a União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu, por suas iniciais em inglês) impetrou um pedido para ter acesso a mais detalhes dos programas de interrogatório de suspeitos. “A CIA pode agora identificar o número de fitas destruídas”, diz carta assinada pelo procurador federal interino Lev Dassin. “Noventa e duas fitas foram destruídas.”

As fitas transformaram-se em um assunto de disputa legal durante o julgamento de Zacarias Moussaoui, acusado de participar da conspiração que levou aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Inicialmente, os promotores alegaram que inexistiam gravações dos interrogatórios. Mais tarde, porém, admitiu-se que duas gravações em vídeo e uma em áudio foram feitas.