Homens armados abriram fogo em um comício eleitoral nas proximidades da capital do Sri Lanka, matando uma pessoa e ferindo mais de dez, segundo a polícia. O incidente ocorre em meio a tensões entre um ex-presidente e políticos que o depuseram neste ano.

O ataque ocorreu num local de encontro de partidários do ministro das Finanças, Ravi Karunanayake, parlamentar e integrante da coalizão oposicionista que derrotou o ex-presidente Mahinda Rajapaksa nas eleições de janeiro, com promessas de acabar com a corrupção e o controle familiar do poder.

Nas eleições parlamentares marcadas para meados de agosto, Rajapaksa tenta voltar ao poder, agora como primeiro-ministro, enquanto seus opositores tentam reforçar sua posição no Legislativo.

A violência nas eleições não é algo novo no Sri Lanka, mas a escala do ataque – no qual segundo a polícia os agressores em dois veículos saíram disparando – e o número de vítimas era pouco usual. A polícia disse que havia investigações em andamento e que ninguém havia sido preso.

O Hospital Nacional de Colombo disse que duas pessoas feridas estavam em estado grave. O ministro das Finanças não foi ferido.

Rajapaksa conseguiu em 2009 uma importante vitória contra a insurgência tâmil no país, mas perdeu apoio nos últimos anos, sendo retratado pelos críticos como autoritário, corrupto e envolvido em nepotismo. Já os partidários de Rajapaksa dizem que o novo governo está muito concentrado na reconciliação com a minoria tâmil, sem levar em conta o risco da volta do terrorismo. A campanha dele defende um reforço na segurança interna e uma aproximação nas relações com a China.

O novo governo, sob o presidente Maithripala Sirisena, atuou para tornar o país menos dependente da China, reforçando os laços com os EUA e outras potências ocidentais, bem como a Índia. Fonte: Dow Jones Newswires.