Uma comissão presidencial equatoriana concluiu que os serviços de inteligência dos Estados Unidos se infiltraram na polícia e nas Forças Armadas do país. Segundo a comissão, uma das intenções dos infiltrados era apoiar a incursão de tropas colombianas no território do Equador em 1.º de março, que resultou na morte de Raúl Reyes, então número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“A CIA tinha total conhecimento do que estava ocorrendo”, concluiu a comissão em seu relatório. Ainda de acordo com a comissão, uma unidade especial da polícia do Equador era “praticamente financiada e controlada pela embaixada dos EUA”. A embaixada dos EUA em Quito não comentou o fato.

Como provas apresentadas na investigação estavam um telefonema da CIA, anunciando o ataque a uma pessoa não identificada no Equador, além de supostas ligações de um ex-coronel da inteligência equatoriana para os serviços de inteligência colombianos e a chegada de um avião da CIA em uma base antidrogas dos EUA no Equador, no final de fevereiro.

O ministro do Interior, Fernando Bustamante, disse que o Equador iria “revisar cuidadosamente todos seus acordos com Washington” após as revelações. Anteriormente, membros do governo Correa disseram que o país não romperia as relações com Estados Unidos, por uma suposta infiltração da CIA.