Dois grupos rebeldes entraram em conflito neste sábado com o Exército do Sudão do Sul, na véspera da realização de um histórico referendo de independência da região, matando pelo menos sete pessoas. Um alto chefe de segurança afirmou neste sábado que suspeitava que os grupos estavam tentando impedir o comparecimento dos eleitores às urnas em algumas áreas, embora a maioria dos analistas espere uma votação pacífica.

O Sudão do Sul iniciará no domingo a votação do referendo, que se estenderá até o dia 15 e deverá dividir o maior país da África em dois. O sul, majoritariamente cristão, deseja separar-se do norte, dominado pelos muçulmanos. De acordo com a lei de referendo, pelo menos 60% dos cerca de quatro milhões de eleitores devem votar para que o resultado seja válido.

O coronel Philip Aguer, um porta-voz das Forças Militares do país, informou que as forças leais ao líder rebelde Gatluak Gai atacaram um grupo ligado ao Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) na noite de sexta-feira no Estado Unidade, uma rica área produtora de petróleo, que se situa na fronteira entre o norte e o sul do país. Segundo Aguer, seis rebeldes morreram no confronto.

O Estado de Jonglei registrou também conflitos mortais entre homens comandados pelo líder da milícia, David Yauyau, e os militares do Sul, disse o general Acuil Tito Madut, inspetor geral da polícia do Sudão do Sul, acrescentando que um civil estava entre os mortos.

Segundo o general, 32 rebeldes do grupo de Gatluak Gai foram capturados pelo Exército do Sudão do Sul e foram levados à capital Juba para serem interrogados. Os homens foram capturados com 30 fuzis de assalto AK-47, uma metralhadora e um lançador de granadas, disse Madut. As informações são da Associated Press.