Um jovem morreu e uma mulher está hospitalizada em estado grave após ter recebido um tiro na cabeça, durante violentos confrontos que aconteceram nesta quarta-feira entre integrantes do sindicato dos ferroviários da Argentina, a União Ferroviária, e militantes de um partido de esquerda que apoiavam trabalhadores terceirizados. Mariano Ferreyra, de 23 anos, morreu após ter sido baleado no tórax, informou o diretor do Sistema de Atendimento Médico de Emergência de Buenos Aires (SAME), Alberto Crescenzi. Já Elsa Rodríguez, de 60 anos, foi hospitalizada no Hospital Algerich em estado grave, após ter recebido um tiro na cabeça. “A situação dela é desesperadora”, disse Crescenzi. Uma terceira pessoa recebeu tiros na perna e foi internada.

Ferreyra e Rodríguez militavam no Partido Operário, da extrema esquerda, que junto a outros piqueteiros acompanhavam uma manifestação de trabalhadores ferroviários terceirizados que foram demitidos recentemente, disse ao canal de televisão C5N o dirigente do Partido Operário, Marcelo Ramal. Ramal disse que os manifestantes queriam arrancar trilhos da ferrovia General Roca, no bairro de Barrancas, quando foram “emboscados por jagunços da União Ferroviária”, o poderoso sindicato dos empregados ferroviários na Argentina. “Eles foram recebidos com tiros à queima-roupa. Foi assim que feriram Ferreyra e Rodríguez”, disse Ramal. A luta pelo controle dos sindicatos, entre os dirigentes de origem peronista (justicialista) e outros de esquerda que pedem maior liberdade sindical, é apontado como um dos possíveis motivos para os incidentes de hoje.