Sangrentos confrontos entre tropas do governo e rebeldes nos subúrbios próximos à capital da Síria e em vilas ao sul do país deixaram pelo menos 20 mortos nesta sexta-feira, dentre eles nove soldados, informaram ativistas.

Com a violência na Síria se tornando cada vez mais caótica, aumentam os esforços diplomáticos na Organização das Nações Unidas (ONU) para encontrar uma solução para a crise. Em Nova York, um funcionário do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos estão “cautelosamente otimistas” em relação ao apoio para uma nova resolução no Conselho de Segurança condenando o derramamento de sangue na Síria e pedindo a transição política no país.

O conflito sírio tem se tornado cada vez mais militarizado nos últimos meses, na medida em que desertores militares se uniram aos opositores de Assad e formaram uma guerrilha. A resistência armada por sua vez resultou em ataques mais fortes do regime em áreas onde os desertores estão baseados.

No início desta semana, tropas sírias apoiadas por tanques, retomaram um cinturão rebelde no subúrbio a leste de Damasco em ferozes confrontos com soldados rebeldes.

Nesta sexta-feira, confrontos similares no subúrbio de Daraya, a noroeste de Damasco, e nas montanhas próximas à capital, deixaram sete civis mortos, informaram ativistas. Nas cidades de Jassem, Kfarshams e Nawa, na província de Deraa, ao sul, confrontos deixaram pelo menos nove soldados mortos e vários feridos, de acordo com informações do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres.

Na província de Idlib, ao norte, uma bomba colocada à margem de uma via matou dois meninos, informou a mídia estatal e ativistas. Outros dois foram mortos por forças de segurança, segundo o Observatório.

Os Comitês de Coordenação Locais, grupo que reúne vários ativistas e opositores do governo, disseram que 21 pessoas foram mortas em todo o país nesta sexta-feira.

Também nesta sexta-feira, ativistas relataram a realização de protestos em toda a Síria, dentre elas nas províncias de Hama e Homs, na região norte de Idlib, em cidades e vilas no sul, assim como áreas ao redor de Damasco.

O Observatório disse que mais de 20 mil pessoas marcharam pelas ruas das vilas de Dael e Nawa, no sul, onde forças de segurança abriram fogo para dispersar a multidão. Não é possível confirmar a autenticidade dos relatos. As informações são da Associated Press.