Pelo menos três pessoas morreram e 46 ficaram feridas hoje durante confrontos entre tropas da Tailândia e os Camisas Vermelhas, manifestantes contrários ao governo local. O número de vítimas subiu após o diretor do Hospital Geral da Polícia, Jongjet Aoajenpong, informar sobre mais duas mortes. “Eles são como guardas dos Camisas Vermelhas”, disse Jongjet em relação aos dois mortos. Antes, um porta-voz dos serviços de emergência havia informado sobre o óbito de um tailandês de 32 anos. É a pior crise política violenta no país em quase duas décadas. O serviço de emergências confirmou que há ao menos 46 feridos nos confrontos.

Tropas abriram fogo após o Exército tentar isolar uma área da capital ocupada pelos manifestantes. Um porta-voz do Exército disse que havia cerca de dois mil Camisas Vermelhas na área, e a ordem dada na manhã de hoje era para dispersá-los, após eles “intimidarem autoridades com armas”.

Depois dos violentos confrontos, os líderes do movimento de protesto pediram hoje que as tropas recuem. O primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, “já começou uma guerra civil”, afirmou um dos líderes do protesto, Nattawut Saikuar. “Nós exigimos urgentemente que o governo retire os militares e interrompa toda a violência”, disse.

“Eu não sei se podemos sobreviver hoje, caso Abhisit não concorde com um cessar-fogo. Nós esperamos que Abhisit não queira uma guerra.” O manifestante afirmou que o grupo continuará em suas posições, a fim de forçar o premier a dissolver o Parlamento e renunciar, antecipando as eleições.

Pelo menos 31 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas em Bangcoc em uma série de confrontos e ataques desde o início dos protestos, no meio de março. Os Camisas Vermelhas consideram o governo ilegítimo, pois ele chegou ao poder em 2008 após uma votação parlamentar. Antes, uma corte havia destituído aliados eleitos do ex-premier Thaksin Shinawatra, que é defendido pela maioria dos manifestantes. Thaksin foi deposto em um golpe militar em 2006 e hoje vive exilado. As informações são da Dow Jones.