A Coreia do Norte comemora neste sábado (09) o dia de sua fundação, o que tem gerado certa ao redor do mundo, uma vez que seu líder, Kim Jong-un, costuma escolher “dias especiais” para lembrar o planeta de sua existência por meio de testes balísticos ou nucleares. Foi exatamente assim há um ano, por isso o temor se renova neste sábado.

Há exatamente um ano, Kim Jong-un realizou o então mais poderoso teste de seu programa nuclear, num movimento que foi interpretado como um desafio às sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promete que o país jamais permitiria que a Coreia do Norte se tornasse uma potência nuclear. Desde então, vários outros testes ocorreram até o de domingo passado, considerado o mais potente de todos até agora.

Desde que sucedeu seu pai no comando do país, em 2012, o ditador intensificou as atividades do programa nuclear. Com a posse do novo presidente norte-americano, Donald Trump, a retórica bélica entre as duas partes avançou num nível bem mais elevado. A série de testes realizada por Pyongyang desafia convenções internacionais e vem sendo repudiada por líderes de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. (Célia Froufe, correspondente – celia.froufe@estadao.com)