A Corte Superior do Distrito de Chuquisaca, na Bolívia, decidiu na segunda-feira (27) libertar o governador do departamento (Estado) de Pando, Leopoldo Fernández. O governo do presidente Evo Morales acusa Fernández de genocídio. A defesa do governador pediu um habeas-corpus na corte de Chuquisaca. O órgão julgou o pedido procedente e determinou a libertação de Fernández em 48 horas.

O governo acusa Fernández por “terrorismo e genocídio” pelo ocorrido em setembro, quando houve um choque entre partidários e opositores de Morales, que deixou 15 mortos em Porvenir, localidade de Pando 760 quilômetros ao norte de La Paz. Um dia depois o governo decretou estado de sítio e pouco depois prendeu o político, acusando-o de ordenar o ataque a bolivianos favoráveis ao presidente.

Fernández permanece preso em La Paz. Um grupo de partidários de Morales permanece em vigília, para impedir a saída dele. Nas proximidades da corte de justiça, um outro grupo comemorou a decisão pela liberdade do governador.

O ministro da Defesa, Walker San Miguel, disse que “não temos dúvida de que se trata de uma decisão da corrupção”.