Foi ratificada na quarta-feira (30) a condenação do ex-chefe da Direção de Inteligência Nacional (Dina, polícia secreta, ndr.) da ditadura de Augusto Pinochet, o general Manuel Contreras, e de seu subalterno, o brigadeiro Marcelo Morén, a sete anos de prisão pelo seqüestro e o desaparecimento do militante do Partido Comunista David Silberman.

A 7ª Vara da Corte de Apelações do Chile, em sentença dividida, determinou também o pagamento de uma indenização total US$ 2,2 milhões, por parte do governo, à viúva, aos filhos e aos irmãos de Silberman, que era engenheiro e gerente da mineradora Chuquicamata.

O engenheiro foi condenado por um Conselho de Guerra chileno a 13 anos de prisão e estava detido na Penitenciária de Santiago, de onde foi tirado por agentes da Dina em 4 de outubro de 1974.

Na ocasião, os membros da polícia secreta simularam ser policiais que levariam o detento a uma suposta diligência dos tribunais.

Depois de seu desaparecimento, testemunhas afirmaram ter visto Silberman em diferentes centros de detenção e tortura, mas seu paradeiro foi perdido cerca de um mês depois do seqüestro.