Cristãos celebraram a Páscoa neste domingo no Oriente Médio, onde muitos estão lutando para manter suas comunidades em meio à guerra, violência e religiosa e discriminação.

Milhares de fiéis foram à Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, construída no local onde cristãos acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou.

Neste ano, o feriado foi celebrado no mesmo dia tanto pela Igreja Católica Romana como pela Igreja Ortodoxa. As denominações promoveram missas separadas, uma depois da outra.

Também houve celebrações na cidade de Belém, na Igreja da Natividade, lugar onde a tradição cristã diz que Jesus nasceu.

Cristãos egípcios, no entanto, tiveram uma Páscoa marcada pela tristeza uma semana depois que dois bombardeios pelo grupo extremista Estado Islâmico mataram dezenas de fiéis em igrejas em duas cidades diferentes.

O papa da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, Teodoro II, celebrou uma missa ao final do sábado em catedral do Cairo, à qual compareceram diversos ministros do governo egípcio.

Teodoro II havia anunciado anteriormente durante seu sermão de Sexta-feira Santa que, diante do luto pela memória das vítimas do ataque, os aspectos de celebração da Páscoa seriam cancelados este ano, incluindo a recepção da manhã do domingo.

No Iraque, muitos cristãos passaram o feriado em campos para refugiados depois de terem fugido de combates envolvendo o Estado Islâmico e forças que tentam expulsar o grupo de Mosul, segunda maior cidade do país.

A minoria cristã do Paquistão celebrou a Páscoa em meio a forte segurança depois que as comemorações do ano passado foram marcadas por bombardeios suicidas que mataram mais de 70 pessoas. Forças de segurança disseram no sábado que haviam conseguido frustrar um grande ataque contra cristãos numa ação que matou um militante e levou à prisão de outro na Sexta-feira Santa. Fonte: Associated Press.