A presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner recebe o presidente da Bolívia, Evo Morales, para participar do lançamento da licitação internacional para o fornecimento dos canos destinados à obra de construção do Gasoduto do Noroeste Argentino (GNEA), uma obra de 1.500 quilômetros de extensão dentro do território argentino, além de 100 quilômetros dentro da Bolívia. A obra implicará no investimento de US$ 1,8 bilhão.

O gasoduto, que terá tubos de 30 polegadas, levará gás das jazidas do sul da Bolívia para as províncias do Noroeste, Nordeste e Centro-leste da Argentina. As províncias beneficiadas serão as de Salta, Formosa, Chaco, Misiones, Corrientes, Entre Ríos e Santa Fe. A província de Buenos Aires, responsável pela produção de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) argentino, também receberá gás do Gasoduto do Noroeste.

O gasoduto elevaria a capacidade de envio de gás boliviano em 20 milhões de metros cúbicos diários. Para poder exportar ao mercado argentino este volume de gás, o governo Morales terá que desenvolver e colocar em ritmo de produção uma série de jazidas. Para isso, afirmam os analistas, Morales terá que conseguir investimentos substanciais de empresas privadas, além da estatal YPFB.

A licitação dos tubos do gasoduto será disputada pela empresa argentina SIAT e a mexicana Tubacero. O gasoduto binacional que atualmente abastece a Argentina, o "Pocitos-Campo Durán", tem capacidade de transportar 7,7 milhões de metros cúbicos diários. A expectativa é que o novo gasoduto comece a operar daqui a três anos.

Esta é a segunda visita que o presidente Morales realiza à Argentina desde que Cristina Kirchner tomou posse no dia 10 de dezembro.