Uma fonte de oposição afirmou que as autoridades cubanas já teriam libertado grande parte do 2.900 presos a quem o governo do país concedeu indulto no último dia 23 de dezembro. A medida, no entanto, não foi confirmada oficialmente.

O líder da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), um organismo ilegal, mas tolerado pelo governo, Elizardo Sánchez, disse à ANSA que a comissão não tem uma cifra exata das pessoas libertadas, “mas sabemos que a maior parte daqueles que receberam indulto já saíram da prisão”.

Até o momento, o governo cubano não divulgou os nomes das pessoas que receberam o indulto nem suas nacionalidades, mas acredita-se que 86 delas sejam estrangeiras.

A medida foi outorgada como “gesto humanitário” por conta dos “numerosos pedidos” de familiares e instituições religiosas, como apontou o presidente Raúl Castro em um discurso proferido no Parlamento cubano na última sexta-feira.

Na lista de pessoas que receberam o indulto constam “alguns condenados por crimes contra a Segurança do Estado” que tiveram “uma parte de suas condenações” cumpridas, acrescentou o mandatário.