Os democratas da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos planejam propor nesta terça-feira um projeto de lei que aumenta o salário mínimo do país para US$ 10,10 por hora, um esforço que deve desencadear um debate, mas cujas chances de ser aprovado pelo Congresso são escassas.

A proposta segue um apelo do presidente Barack Obama em seu discurso do estado da União no mês passado para aumentar o atual salário mínimo de US$ 7,25 por hora para US$ 9 por hora. Essa meta foi amplamente rejeitada pelos republicanos como parte do que eles viam como a retórica de tendência liberal do presidente no discurso. A reação dos republicanos significa – quase certamente – que a tentativa dos democratas do Congresso deve angariar um apoio ainda menor do Partido Republicano.

A legislação deverá ser introduzida no Senado pelo senador Tom Harkin, de Iowa, presidente da Comissão de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões, e na Câmara pelo deputado George Miller, da Califórnia, o principal democrata do Comitê de Educação e Força de Trabalho.

Um assessor de Harkin disse que, se o salário mínimo tivesse mantido o ritmo da inflação ao longo das últimas quatro décadas, ele estaria em pelo menos US$ 10,60 por hora hoje. O salário foi aumentado para seus atuais US$ 7,25, de US$ 5,15, ao longo de dois anos, de 2007 a 2009.

Sob o projeto lei Harkin-Miller, um aumento salarial para US$ 10,10 por hora aconteceria em dois anos, disse o assessor de Harkin. Quando chegasse a US$ 10,10, o salário, então, seria vinculado a futuros aumentos no custo de vida. As informações são da Dow Jones.