Golpes, calotes, atrasos, trambiques fizeram parte da nossa realidade por muito tempo. Passou a fazer parte de um imaginário coletivo o grande golpe que deixaria um simples mortal perto da fortuna.

A Lei de Gerson (como deve ter se arrependido daquele comercial: “Você tem que levar vantagem em tudo, cerrrto?”) imperou por muitos anos.

Felizmente alguns movimentos têm sido feitos em sentido contrário.

Uma vez contraída a dívida, seja ela por um dinheiro tomado emprestado ou uma compra feita, ela deve ser paga.

Disse Fidel Castro que dívida é uma questão de moral.

É mais do que isto: cadê que um sujeito tem auto-estima se sabe que é um mau pagador. Como é que alguém pode dormir tranqüilo sabendo que tem algo em seu poder que é, por direito, de outro.

Se for um caso de real dificuldade financeira, vá lá. Converse com seu credor.

Tudo pode ser negociado com prazos possíveis e taxas justas de juros.

Ao invés de conjecturar concordatas ou falências fraudulentas, golpes na seguradora ou outros sustos nos mais incautos, algumas pessoas deveriam ter a consciência de que isso só traz prejuízos. Aos outros e a elas mesmas.

Ah! Também tem outra coisa: não deixe que ninguém lhe engane. Na sua maioria vítimas de golpes são pessoas que deixaram aflorar sua ganância. Vislumbrando um ganho expressivo, sentem-se tentadas a dar ouvidos a uma historinha mal contada. Fique atento.

Joana Del Guercio

é consultora em Finanças Pessoais, realizando cursos e palestras abertas ou in company. Jornalista e gerente de banco por 4 anos, quando adquiriu a experiência que pauta seus artigos.E-mail:
joanaguercio@hotmail.com.br