Seis meses depois do terremoto de 7 graus na escala Richter que arrasou o Haiti, menos de 2% do dinheiro prometido pela comunidade internacional para reconstruir o país de fato chegou até a ilha caribenha. Países ricos e emergentes, como o Brasil, haviam indicado em março que doariam US$ 9 bilhões para atenuar os efeitos do tremor ocorrido em janeiro, que deixou 300 mil mortos, 300 mil feridos e quase 2 milhões de desabrigados. Pelo menos 1,6 milhão de pessoas seguem vivendo em acampamentos provisórios.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que os recursos não chegaram pela indefinição de uma política econômica pelo governo local, pela desconfiança internacional de que as verbas sejam desviadas e pela hesitação dos doadores em liberar o dinheiro anunciado em tom populista diante das câmeras. Segundo um levantamento, apenas Brasil – que prometeu US$ 172 milhões ao Haiti -, Noruega, Estônia e Austrália cumpriram parte do compromisso que assumiram.