Cerca de 90 mil documentos do Exército dos Estados Unidos relacionados à Guerra do Afeganistão, incluídas as mortes não informadas de civis afegãos, bem como operações secretas contra líderes do grupo fundamentalista Taleban, vazaram neste domingo, informaram dois jornais e uma revista que tiveram acesso antecipado aos papéis.

Os jornais “The New York Times” (EUA) e “The Guardian” (Grã-Bretanha), além da revista alemã “Der Spiegel”, tiveram acesso antecipado à informação. A organização Wikileaks postou mais tarde os documentos em seu website neste domingo. O Times disse que os documentos descrevem os temores dos EUA de que o serviço de espionagem do seu aliado Paquistão estivesse realmente ajudando a insurgência do Afeganistão.

A Casa Branca condenou o vazamento das informações, dizendo que isso “coloca em risco a vida de americanos e dos nossos parceiros”. Em comunicado, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, o general Jim Jones, ressaltou que os documentos descrevem o período entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009, durante a maior parte do governo do presidente norte-americano George W. Bush. Obama assumiu a presidência dos EUA em janeiro de 2009.

 

Isso foi antes “que o presidente Obama anunciasse uma nova estratégia com um substancial incremento de recursos para o Afeganistão, e tivesse reforçado o foco nos esconderijos do Taleban e da Al-Qaeda no Paquistão, precisamente por causa da grave situação que evoluiu durante vários anos”, disse Jones. Com informações da Dow Jones.