O ministro do Desenvolvimento da França, Alain Joyandet, e o ministro júnior encarregado da supervisão do desenvolvimento da região da Grande Paris, Christian Blanc, renunciaram aos seus cargos neste domingo, de acordo com o gabinete do presidente, Nicolas Sarkozy. “O presidente e o primeiro-ministro (François Fillon) aceitaram suas renúncias”, diz o comunicado da presidência.

Em março, Joyandet foi criticado por ter gasto 116,5 mil euros na contratação de um avião privado para levá-lo à Martinica para uma reunião de emergência sobre o terremoto no Haiti. Além disso, no mês passado, Joyandet foi acusado de ter recebido ilegalmente permissão para expandir sua casa em Saint Tropez. Blanc, por sua vez, ficou sob fogo cruzado em junho após vir à tona que ele havia gasto 12 mil euros do dinheiro do contribuinte em cigarros.

Joyandet escreveu em seu blog que, “como um homem de honra, eu não posso aceitar ser vítima de acusações. Depois de muito refletir, eu decidi deixar o governo. Nenhum euro de dinheiro público foi usado para meu benefício pessoal ou para as pessoas que são próximas a mim”.

As renúncias ocorrem num momento em que o governo de Sarkozy enfrenta uma crise relacionada às ligações do ministro do Trabalho, Eric Woerth, com a mulher mais rica da França, Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oreal.

O nome de Woerth apareceu em conversas secretamente gravadas pelo mordomo de Bettencourt, nas quais ela estaria supostamente planejando evadir impostos sobre sua fortuna numa época em que a mulher do ministro trabalhava para a empresa que gerencia o patrimônio da bilionária.

Na última segunda-feira, Sarkozy pediu a Fillon que reduza as regalias do governo por meio da restrição do uso de carros e aviões oficiais e da eliminação de festas. Para dar exemplo, o próprio Sarkozy cancelou sua tradicional festa no jardim, promovida em 14 de julho, dia da Bastilha. As informações são da Dow Jones.