Os líderes da Irlanda do Norte condenaram hoje os manifestantes nacionalistas que feriram 82 policiais, durante duas noites de confrontos gerados por causa de protestos anuais da maioria protestante no país. A maioria dos policiais sofreu ferimentos leves, mas outros tiveram queimaduras e até suas mãos quebradas. Dois deles ainda estão hospitalizados.

A violência ocorrida nas regiões católicas da classe trabalhadora de Belfast e em outras cidades aconteceu antes de dezenas de milhares de protestantes marcharem em 18 pontos da Irlanda do Norte, em uma demonstração anual de força. Foram os piores distúrbios desde exatamente um ano atrás, na Irlanda do Norte.

O chefe de polícia do país, Matt Baggott, divulgou um vídeo dos distúrbios de ontem em duas áreas de Belfast. Baggott defendeu a decisão de não capturar os baderneiros, argumentando que isso traria muitos riscos para os policiais e para os próprios manifestantes. Ele lembrou que os distúrbios causavam um custo de milhões de euros.

Várias vias de Belfast permaneciam fechadas hoje, enquanto equipes limpavam a sujeira provocada pelos distúrbios. A principal via ferroviária do país permanecia parcialmente fechada, após manifestantes em Lurgan, a sudoeste de Belfast, tentarem atear fogo em um trem com 55 passageiros a bordo. Ninguém ficou ferido nesse incidente.

Influência

A polícia diz que os manifestantes violentos são influenciados por dissidentes do Exército Republicano Irlandês (IRA) contrários a um compromisso para pacificar o país. Os dissidentes do IRA têm tentado nos últimos meses armar emboscadas para policiais, com pouco sucesso até agora.