A brasileira Ivanice Carvalho da Costa, de 36 anos, foi morta a tiros por engano pela polícia de Lisboa, em Portugal, na madrugada de quarta-feira, 15, após ter seu carro confundido em uma perseguição policial.

A família de Ivanice afirmou que não tem dinheiro para trazer o corpo para o Brasil. A mãe, Maria Luzia Silva Carvalho da Costa, que mora em Amaporã, no noroeste do Paraná, lamentou o caso e disse esperar que o governo português providencie o envio do corpo da filha.

De acordo com a mãe, Ivanice mudou-se para Portugal com 19 anos e desde então trabalhava no mesmo emprego, em uma loja de departamentos no aeroporto de Lisboa.

Confusão da polícia

De acordo com informações divulgadas na imprensa portuguesa, Ivanice Costa foi baleada no pescoço e morreu ainda antes de chegar ao hospital. O carro em que ela estava, um Renault Megane preto, foi atingido por mais de 20 tiros.

Em nota oficial, a Polícia de Segurança Oficial (PSP) afirmou que os policiais estavam à procura de assaltantes que haviam furtado um caixa eletrônico em Almada, na região de Lisboa, e o carro em que estava Ivanice Costa “aparentava corresponder às características da viatura suspeita”. Ainda segundo a corporação, o “condutor desobedeceu à ordem de paragem”. Ele está detido por “condução sem habilitação legal”, “desobediência ao sinal de paragem” e “condução perigosa”.

Segundo a imprensa portuguesa, ela e o namorado estavam em um Renault Megane preto e o veículo envolvido no assalto seria um Seat Leon da mesma cor, que havia escapado de uma perseguição policial minutos antes, no bairro de Encarnação, próximo ao local onde a brasileira foi atingida.

Questionada pelo Estado, a assessoria de imprensa da PSP disse que não está mais prestando declarações sobre o assunto no momento, uma vez que “está a decorrer um processo judicial”.

O fato ganhou destaque nos jornais portugueses pois casos desse tipo não são comuns no país. Ivanice foi a primeira vítima fatal resultante de perseguição policial este ano em Portugal. Entre 2013 e 2015, o país não registrou nenhuma morte em confronto com forças policiais.