O ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Abul Gheit, pediu hoje que a comunidade internacional ajude a acelerar a recuperação econômica do país, após a revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak. Em comunicado, ele pediu ajuda à economia egípcia, “que foi duramente afetada pela crise política que sacudiu o país”. Os comentários são divulgados em meio a uma onda de greves que pode paralisar o Egito após a queda de Mubarak. A nova liderança militar pediu o fim dos protestos e da desobediência civil, apesar de não ter proibido as greves até o momento.

Membro do governo interino apoiado pelos militares, Gheit também enfatizou que “o Egito permanece próximo da causa palestina e continua a apoiar os direitos do povo palestino”, incluindo a busca de uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para congelar as obras em assentamentos israelenses. Esses assentamentos ficam em áreas que os palestinos querem como parte de seu futuro Estado independente.

O Conselho Supremo das Forças Armadas acalmou Israel e os Estados Unidos no sábado, ao afirmar que serão cumpridos todos os tratados internacionais do Egito. Entre eles está um acordo de paz com Israel, fechado em 1979.

Os comentários de Abul Gheit são feitos após ele falar com os ministros das Relações Exteriores de EUA, Reino Unido e Arábia Saudita, bem como com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O comando militar estabeleceu um cronograma para que ocorram eleições democráticas em seis meses, sendo em seguida o poder entregue a um governo civil. Mubarak estava no poder havia 30 anos, mas renunciou após 18 dias de grandes protestos populares. As informações são da Dow Jones.