O comparecimento dos eleitores às urnas, na Itália, foi de 65%. O índice é 7% menor do que nas últimas eleições regionais, em 2005. Projeções iniciais mostram que os conservadores do partido do primeiro-ministro Silvio Berlusconi mantiveram duas regiões que já controlavam, além de conquistar duas da oposição.

A legenda de Berlusconi briga voto a voto com a oposição em três regiões importantes, dente elas a de Lazio, nas proximidades da capital. As prévias foram apresentadas hoje pela emissora estatal RAI, que se baseou, no entanto, numa pequena porcentagem das 49 mil sessões eleitorais de todo o país.

Cerca de 41 milhões de italianos, de uma população de 60 milhões, estavam aptos a votar, e a eleição é vista como um importante teste para Berlusconi. O primeiro-ministro, que está no segundo ano de seu atual governo, pediu aos italianos que demonstrassem seu apoio a ele.

Berlusconi enfrenta um período complicado no qual sua taxa de aprovação caiu. Ele espera que uma grande participação dos eleitores renove seu mandato e dê a ele meios para aprovar reformas controversas, dentre elas as alterações no Judiciário. Para o principal partido da oposição, o Partido Democrático, um bom resultado daria mais vigor à liderança e o incentivaria a desafiar Berlusconi.

Pleitos

Treze das 20 regiões italianas realizaram eleições. Os conservadores ligados a Berlusconi controlam o Veneto, que inclui Veneza e Lombardia, onde está a capital financeira, Milão. As demais 11 regiões estão nas mãos da centro esquerda. No Lazio, a disputa foi marcada por um problema que impediu que a lista dos candidatos de Berlusconi concorresse.

Mas a centro-esquerda teve de superar seus próprios problemas, já que o governador do bloco renunciou no ano passado em meio a um escândalo envolvendo cocaína e prostituição de transexuais. O comparecimento dos eleitores em Lazio caiu cerca de 10%, porcentual maior do que no restante do país e dentre as maiores quedas no país.