Londres – A rainha Elizabeth II pediu que os testamentos de sua irmã, a princesa Margareth, e sua mãe, a Rainha Mãe, fossem lacrados depois da morte de ambas em 2002, informou a Corte de Apelações britânica.

Os detalhes do acordo vieram a público devido a uma batalha judicial movida pelo britânico Robert Brown, que diz ser filho ilegítimo da princesa Margareth com seu amante, o capitão Peter Townsend.

Brown, de 52 anos, tenta há dois anos ter acesso ao testamento de Margareth para descobrir se a irmã da rainha teria mencionado um filho ilegítimo.

O britânico considera que o testamento deveria ser divulgado porque "os interesses privados da princesa são secundários ao interesse público por seu testamento secreto".

Para lacrar os testamentos de Margareth e da Rainha Mãe, os advogados de Elizabeth II utilizaram uma antiga cláusula legal que permite à rainha manter em segredo os testamentos de familiares diretos e dessa forma preservar detalhes privados da família real. 

Essa lei fora usada pela última vez em 1911, quando a então Rainha Mary lacrou o testamento de seu filho mais novo, o príncipe Francis, para evitar que a população soubesse das jóias que o príncipe dava de presente a sua amante.