Um engenheiro aeronáutico italiano, Nicolino de Pasquale, afirmou ter resolvido o enigma do sistema matemático inca, que durante 500 anos tirou o sono de gerações de historiadores e arqueólogos.

O anúncio foi feito por Antonio Aimi, especialista americanista da mostra “Peru, três mil anos de obras-primas”, que acontece em Florença.

De Pasquale, de 54 anos, habitante da província de Pescara e professor de matérias científicas, disse que resolveu o problema centenário em um insólito período de 40 minutos, e sem conhecer previamente nada sobre a cultura inca.

Para contar, segundo se sabe por referências espanholas, os incas usavam “yupanas”, blocos de pedra de cerca de 30 centímetros de comprimento por 20 de largura, com pequenos receptáculos talhados na parte posterior e anterior, onde se acumulavam feijões brancos, conjunto encontrado por arqueólogos em várias escavações.

Aimi explicou que o enigma “é sem dúvida produto de um erro nascido da convicção que os incas contassem com base em dez, como nós”.

De Pasquale descobriu que os incas contavam com base em 40 e o demonstrou usando dois modelos de “yupanas” de madeira. No mais simples, há cinco ou seis séries de quatro receptáculos superpostos. A “calculadora” dos incas funciona da direita para a esquerda, partindo do primeiro receptáculo inferior, que é o da unidade, e contém um marcador de valor 1.

O seguinte receptáculo contém dois marcadores, cada um de valor 2, o terceiro com três, de valor 3, e o quarto cinco, de valor 5. A soma: 1+4+9+25=39.

O receptáculo da direita, da fila superior, vale 40, o do lado, 80 e assim até o infinito. Em outras palavras, se trata de uma progressão geométrica, onde não existe o 0 e um mesmo número pode ser escrito de diversos modos.

De Pasquale afirmou que descobriu o funcionamento do sistema de contas dos incas no ano 2000, quando ganhou de presente um livro de enigmas matemáticos.