O governo escocês anunciou a libertação de Abdel Baset al-Megrahi, por motivos humanitários, para permitir que ele possa voltar à Líbia. O secretário de Justiça Kenny MacAskill afirmou hoje que há séria piora no estado de saúde de al-Megrahi, vítima de câncer de próstata em estado terminal. Al-Megrahi foi condenado à prisão perpétua em 2001 por participar do atentado contra o voo 103 da Pan Am, em 21 de dezembro de 1988, que deixou 261 mortos. Ele foi conduzido ao Aeroporto de Glasgow e embarcou em um avião da Afriqiyah, a empresa aérea da Líbia, com destino a Tripoli.

A Casa Branca afirmou que “deplora profundamente” a decisão. “Como dizemos várias vezes a funcionários do governo da Grã-Bretanha e às autoridades escocesas, continuamos a acreditar que Megrahi deveria cumprir a totalidade da sua sentença na Escócia”, afirmou a presidência dos Estados Unidos, em comunicado. “Neste dia, expressamos nossa mais profunda solidariedade às famílias que tentam superar diariamente a perda dos seus entes queridos.”

MacAskill disse que o detento está consciente de que muitas pessoas discordam da posição tomada pelo governo. O avião que sofreu o atentado levava em sua maioria norte-americanos para Nova York e explodiu enquanto sobrevoava a Escócia. Todas as 250 pessoas a bordo morreram. Outras 11 que estavam no solo também perderam a vida quando a aeronave caiu na cidade de Lockerbie.