Militantes do grupo Estado Islâmico realizaram ataques quase simultâneos contra posições de milícias sancionadas pelo governo a oeste e ao sul da cidade de Mosul, no norte do Iraque. Aparentemente, eles aproveitaram as más condições climáticas, que normalmente atrapalham o apoio aéreo, para realizar os ataques, disseram dois oficiais das milícias neste sábado.

Um dos oficiais disse que militantes do EI atacaram o vilarejo de Sharea, perto da cidade de Tal Afar, na sexta-feira à noite, e que os combates continuaram no sábado. Ele disse que o vilarejo era defendido por milicianos xiitas, mas não deu mais detalhes. Neste sábado, o EI afirmou em comunicado que houve um ataque com carro-bomba, que matou e feriu dezenas de milicianos. Segundo o EI, um ataque em várias frentes se seguiu, forçando os milicianos a fugirem. De acordo com o comunicado, os combatentes do EI tomaram dos milicianos nove veículos equipados com metralhadoras, dois veículos Humvee, armamentos e munições.

O segundo ataque teve como alvo uma milícia tribal sunita no vilarejo de Shirqat, ao sul de Mosul, na sexta-feira à noite, de acordo com um oficial da milícia. Ele não deu mais detalhes e o EI também não comentou o ataque.

As condições climáticas no Iraque continuaram ruins neste sábado, com uma densa neblina, chuvas e uma tempestade de poeira. Tais condições costumam reduzir bastante a movimentação aérea por militares do Iraque ou da coalizão liderada pelos EUA.

As milícias xiitas tomaram no mês passado uma pista de pouso perto de Tal Afar, mas ainda não lançaram um ataque para retomar o controle da cidade. Tanto Tal Afar quanto Mosul caíram nas mãos do EI em 2014. Em outubro, o governo do Iraque lançou uma ofensiva para retomar o controle de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque e o último grande centro urbano do país que ainda está nas mãos do EI.

Ainda neste sábado, duas bombas explodiram em diferentes locais de Bagdá, matando nove pessoas e ferindo outras 24, de acordo com a polícia e funcionários de hospitais. Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. Fonte: Associated Press.