O grupo Estado Islâmico relatou na noite de segunda-feira a morte de um de seus principais comandantes de campo. Ahmed al-Rouissi morreu na Líbia, mas era também um dos militantes mais procurados na Tunísia, seu país natal.

Segundo comunicado postado num site militante, Al-Rouissi foi morto recentemente em confrontos nas proximidades da cidade de Sirte, reduto do Estado Islâmico na Líbia.

O 166º Batalhão, milícia leal ao governo líbio em Trípoli, luta para retomar Sirte, que atualmente é controlada pelo grupo líbio afiliado ao Estado Islâmico.

O Parlamento líbio internacionalmente reconhecido foi expulso da capital e reúne-se na cidade de Tobruk, leste do país. Atualmente, esse governo negocia com os rivais, sediados em Trípoli, para a formação de um governo nacional de unidade.

Al-Rouissi era um dos homens mais procurados da Tunísia, onde é considerado o mentor de uma série de ataques realizados pelo movimento islamita radical Ansar al-Shariah, dentre eles o assassinato dos políticos de esquerda Chokri Belaid e Mohammed Brahmi.

Suas mortes levaram a Tunísia a uma crise política que, por fim, levou à renúncia do governo islamita.

Al-Rouissi fugiu para a Líbia, onde começou a lutar sob a bandeira do Estado Islâmico, grupo que controla um terço da Síria e do Iraque.

O Ministério do Interior da Tunísia não confirmou a morte de Al-Rouissi, embora a imprensa local tenha publicado várias matérias a respeito do assunto. Fonte: Associated Press.