Os EUA acusaram as autoridades da Líbia, além de egípcias e tunisianas, de não colaborar com as investigações sobre a morte do embaixador americano no país num ataque em Benghazi, em setembro.

Christopher Stevens e outros três funcionários da embaixada norte-americana após a invasão do consulado em meio a protestos contra o filme “Inocência dos Muçulmanos”, uma ação aparentemente espontânea de populares, mas que, acredita o governo dos EUA, teve participação de grupos terroristas.

A Líbia não efetuou nenhuma prisão de suspeitos associada ao caso, requisitada pelos EUA para que sejam submetidos a interrogatórios acerca da responsabilidade pelos ataques. A informação foi divulgada por dois oficiais norte-americanos que falaram nesta quinta em condição de anonimato, pois não estariam autorizados a revelar detalhes do processo publicamente.

O Egito chegou a prender um membro da Jihad Islâmica, Muhammad Jamal Abu Ahmad, por possível ligação com o atentado, mas os oficiais dizem que simpatizantes da Al Qaeda que teriam sido peças-chave na ação permanecem soltos.

Ataque

O ataque ao consulado de Benghazi, em 11 de setembro, se deu em maio a uma série de protestos ao redor do mundo islâmico por conta do filme “Inocência dos Muçulmanos”, uma produção norte-americana amadora cujo trailer foi divulgado na internet.

orte dos quatro funcionários apontavam para uma ação espontânea, mas o tipo de arma usado pelos populares e o aparente acesso de alguns destes a informações confidenciais sobre a segurança do edifício mudaram o curso da investigação para uma ação coordenada de membros infiltrados na multidão.
Autoridades líbias associam o ataque à Ansar Al-Sharia, um braço da Al Qaeda que atua no Magreb.