As negociações de uma proposta para punir Teerã que evitasse vetos de Rússia e China e o acordo firmado na segunda-feira entre Irã, Brasil e Turquia levaram os Estados Unidos apresentar um plano de sanções menos rígidas do que pretendiam.

Os chineses sempre foram reticentes a sanções que pusessem em risco o seu comércio com o Irã, especialmente no caso do petróleo. No texto da proposta, quase não há referência ao setor energético e ao banco central iraniano, por onde passam a maior parte das transações financeiras realizadas no país – exatamente o inverso do que desejavam os EUA.

A Rússia também pressionou os EUA a não serem tão duros na questão sobre a venda de armamentos. No fim, acabaram aceitando o acordo. Em parte, segundo analistas, porque a Rússia não estaria satisfeita com a emergência do Brasil e da Turquia como atores globais. Além disso, em Moscou, o Irã passou a ser visto como um rival na venda de gás para a Europa.