Correligionários do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, retomaram as discussões sobre sua possível candidatura à presidência em 2016, que foi colocada de lado após a morte de seu filho no começo do ano. Conversações recentes entre colaboradores de Biden e doadores e operadores dos democratas provocaram especulações que de Biden irá desafiar Hillary Rodham Clinton por uma nomeação pelo partido. Biden deve tomar uma decisão final em setembro, de acordo com pessoas próximas ao vice-presidente.

O renovado foco em Biden ressurge em meio a um enfraquecimento de Hillary, com a queda em sua preferência entre eleitores nas pesquisas recentes. O senador Bernie Sanders, que disputa a indicação com Hillary, tem atraído vários eleitores com uma mensagem econômica liberal, evidenciando a busca de uma alternativa à sua candidatura dentro do partido.

A entrada de Biden na disputa pode remodelar fundamentalmente a dinâmica das eleições primárias democráticas. De toda forma, Hillary continua sendo muito popular entre os democratas, tendo levantado US$ 50 milhões para sua campanha.

Ainda há, no entanto, poucos sinais de que Biden esteja tomando passos sólidos em direção ao lançamento de sua campanha. Ele tem interagido pouco com o grupo que deseja sua candidatura e tem ainda de levantar recursos para a sua campanha. O filho de Biden faleceu em maio de câncer no cérebro.

A especulação em torno de uma potencial corrida de Biden à presidência aumentou na semana passada, quando a Fox News reportou que seu chefe de gabinete Steve Ricchetti reuniu-se para um café da manhã com Louis Susman, um proeminente doador democrata e ex-embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido. Pessoas próximas disseram, entrentanto, que ambos são amigos de longa data.