A família do homem que, segundo autoridades norte-americanas, matou quatro fuzileiros navais e um marinheiro em Chattanooga, no estado norte-americano do Tennessee, disse em um comunicado que ele sofria de depressão e não era o filho que eles conheciam. “Não há palavras para descrever o nosso choque, horror e tristeza”, disse o comunicado, distribuído no sábado por um advogado que representa a família de Muhammad Youssef Abdulazeez. “A pessoa que cometeu este crime horrível não era o filho que conhecíamos e amávamos. Por muitos anos, o nosso filho sofreu de depressão. Nos entristece inacreditavelmente saber que sua dor encontrou expressão neste ato abominável de violência.”

A família acrescentou que está cooperando com a investigação. “Agora é o momento de refletir sobre as vítimas e suas famílias, e sentimos que seria inapropriado dizer alguma coisa diferente de que realmente sentimos muito pela suas perdas”, afirmou o comunicado.

Em Chattanooga, uma cidade que se orgulha de fortes laços entre pessoas de diferentes credos, alguns muçulmanos temiam que a percepção da comunidade sobre eles mudasse após o ataque. Mohsin Ali, membro da Sociedade Islâmica da Grande Chattanooga, disse esperar que a comunidade local não entre em turbulência. “Nós, nossos filhos, nos sentimentos 100% norte-americanos e cidadãos de Chattanooga” disse Ali, que é paquistanês e atua nos EUA como psiquiatra infantil. “Agora eles estão se perguntando se essa será a maneira como as pessoas ainda os enxergarão.”

Autoridades estão investigando o ataque como uma investigação de terrorismo e se Abdulazeez se inspirou ou foi dirigido por qualquer organização terrorista. Porém, ainda não sabem o que motivou o atirador. Fonte: Associated Press.