O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, viajou na sexta-feira rumo ao Oriente Médio para discutir questões de segurança no Egito e se reunir com ministros de Relações Exteriores árabes no Qatar para falar sobre o acordo nuclear recém-assinado com o Irã.

Autoridades dos Estados Unidos afirmam que a parte da viagem relacionada ao Irã foi inicialmente planejada para dar continuidade ao diálogo entre o país e nações árabes iniciado durante visita ao Camp David. Na ocasião, o presidente Barack Obama prometeu aumentar a cooperação para a segurança na região e acelerar vendas de armamentos aos países para o caso de uma potencial ameaça do Irã. Segundo as fontes, que não puderam se identificar, a reunião em Qatar será para avaliar o progresso destas metas.

Além disso, Kerry tentará sanar eventuais dúvidas a respeito do acordo nuclear e reafirmar a nações árabes de que o acerto foi um bom negócio. O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, visitou o Kuwait, Qatar e o Iraque em um tour com objetivo similar esta semana.

A primeira parada de Kerry será Cairo, onde o representante do governo norte-americano participará de um diálogo estratégico com autoridades egípcias neste domingo. Os dois países haviam se afastado em 2009 após turbulências políticas no Egito, mas o governo Obama pretende aumentar o auxílio militar à nação em meio a ameaças crescentes de extremistas, sobretudo na península do Sinai.

A viagem para o Oriente Médio exclui Israel, tradicional parceiro dos Estados Unidos. No entanto, autoridades rejeitam sugestões de que a omissão de Kerry está relacionada à oposição de Israel ao acordo nuclear firmado. O governo norte-americano nota que o secretário de Defesa Ash Carter já havia visitado o país em meados de julho e que os contatos com representantes israelenses continuam fortes.

Após deixar o Oriente Médio, Kerry viajará para o sudeste asiático, parando em Cingapura, Malásia e Vietnã antes de retornar a Washington. Em viagem à Malásia, Kerry deve discutir ações de Pequim no Mar do Sul da China e cobrar esforços por parte do governo para coibir o tráfico de pessoas. Fonte: Associated Press.