Os Estados Unidos reduziram as restrições sobre bens de Mianmar pela primeira vez em uma década, às vésperas da viagem do presidente Barack Obama ao país.

O afrouxamento marca um passo na reaproximação dos EUA com o país e podem ser um impulso político para os ex-generais que, atualmente, lideram as mudanças em Mianmar (ex-Birmânia).

Os oficiais disseram que o governo afirmou que facilitar as barreiras de importações podem ser ajudar o país a se reinserir na economia global.

“As ações conjuntas de hoje se destinam a apoiar os esforços de reforma do governo e a encorajar outras mudanças, assim como oferecer novas oportunidades aos negócios de Mianmar e dos norte-americanos”, disseram o Tesouro dos EUA e o Departamento de Estado em uma declaração conjunta divulgada hoje.
O governo emitiu uma renúncia e uma licença que alivia a proibição da maioria dos bens, mas que não vale para as importações de rubi e outras pedras.

Fim da ditadura

Mianmar é governada desde 2011 por Thein Sein, que deu início a reformas políticas após 49 anos de uma das ditaduras mais fechadas do mundo.

Em setembro do ano passado, os EUA suspenderam algumas sanções econômicas e, em maio deste ano, passaram a permitir investimentos no país.

Após 22 anos sem representação, o diplomata Derek Mitchell também foi designado o primeiro embaixador dos EUA para Mianmar.

O presidente norte-americano vê as mudanças pró-democracia em Mianmar, com a soltura de presos políticos, como um caso de sucesso da sua política externa.