O Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira que Cuba foi formalmente retirada da sua lista de Estados que financiam o terrorismo, seis meses depois de os dois países retomarem relações diplomáticas.

No mês passado, o presidente norte-americano, Barack Obama, recomendou ao Congresso que realizasse a remoção. O pedido deu início a um período de 45 dias que os congressistas têm para contestar a recomendação, no entanto, o prazo se expirou e não houve contestação, embora a reaproximação de Obama com Havana encontre resistência entre parlamentares governistas e da oposição.

“Com o fim do prazo, o secretário de Estado (John Kerry) tomou a decisão final e Cuba foi retirada da lista. A medida passa a valer a partir de hoje, 29 de maio”, disse o porta-voz do Departamento de Estado do dos EUA, Jeff Rathke.

“A retirada de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo reflete nossa avaliação de que os cubanos cumprem os critérios legais para a remoção”. “Enquanto os EUA têm preocupações e discordâncias significativas com uma ampla gama de políticas e ações de Cuba, estas caem fora dos critérios relevantes para a remoção de um Estado patrocinador do terrorismo”, acrescentou.

Para os cubanos, a notícia representa uma barreira a menos para que as embaixadas de ambos os países sejam reabertas. Os dois governos continuam a negociar o restabelecimento de embaixadas e as discussões podem ser concluídas nas próximas semanas, segundo informações oficiais. Com informações da Dow Jones Newswires e Associated Press