O presidente da Bolívia, Evo Morales, mantém um nível de aprovação de 57% a quatro meses antes das eleições nacionais em que aparece como favorito. A pesquisa foi divulgada hoje pelo jornal “La Razón” e realizada pelo instituto Ipsos, Apoyo, Opinión y Mercado. A sondagem revela, porém, que 40% dos bolivianos não aprovam a gestão do presidente. O governador da província de Santa Cruz, Rubén Costas, principal bastião oposicionista, conseguiu 64% de aprovação em sua região. Costas, apesar disso, já afirmou que não será candidato nas eleições previstas para 6 de dezembro.

O estudo, realizado nas quatro principais cidades bolivianas, mostra Morales com um nível de aprovação mais alto que seu próprio governo, que alcançou 53%. O mandatário começou seu governo em janeiro de 2006 com 79% de aprovação, que subiu para 81% em maio daquele ano. O ponto mais baixo foi um ano depois, quando a aprovação caiu para 52%. A mesma pesquisa mostra o empresário do setor de cimento Samuel Doria Medina, de tendência centrista, com 43% de apoio, caso encabece uma frente única oposicionista. Até o momento, a oposição se mostra fragmentada, com vários candidatos tentando encabeçar uma frente anti-Morales.

Na pesquisa, a Igreja Católica foi bem avaliada por 72% dos entrevistados, os meios de comunicação por 61% e as Forças Armadas por 60%. Já o Congresso Nacional tem apenas 29% de aprovação e 59% de desaprovação. Um total de 1.044 pessoas foram consultadas nas cidades de La Paz, El Alto, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.