O presidente boliviano, Evo Morales, anulou um decreto que aumentava o preço dos combustíveis em até 83%. Nos cinco dias em que vigorou, a medida causou alta em cascata no preço dos alimentos e provocou protestos violentos, inclusive de seus aliados. Analistas consideram o recuo de Evo sua primeira grande derrota política em cinco anos de poder.

Por volta da meia-noite de sexta-feira, o presidente anunciou a suspensão da norma que seu governo havia aprovado no domingo. O objetivo do decreto era eliminar uma subvenção aos combustíveis que a Bolívia mantinha havia 12 anos, após protestos violentos que deixaram 15 feridos e muitos detidos em La Paz e na vizinha cidade de El Alto, reduto político do presidente.

Os sindicatos – que prometeram manifestações para a próxima semana – não se pronunciaram sobre o recuo. “O presidente evitou um mal maior porque os protestos convocados para a semana que vem poderiam ser gravíssimos”, disse o taxista Felipe Martínez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.