Militantes da Al-Qaeda invadiram uma cidade do Iêmen nesta segunda-feira (9), mas horas mais tarde um contra-ataque do Exército expulsou os militantes do local, informaram autoridades. Os ataques aconteceram um dia depois de o ministro da Defesa, major general Mahmoud al-Subaihi, ter conseguido escapar da capital, Sanaa, controlada por militantes xiitas, conhecidos como houthis, que tomaram o poder no início do ano.

Ele se uniu ao presidente Abed Rabbo Mansour Hadi na cidade de Áden, sul do país. Na cidade portuária, o presidente anunciou a reversão de sua renúncia e afirma ser o líder do país árabe mais pobre do mundo.

Oficiais militares disseram que os combates desta segunda-feira (9) na cidade de Mahfad, província de Abyan e ex-reduto da Al-Qaeda, duraram oito horas.

Militantes da Al-Qaeda na Península Arábica tomaram o controle da cidade ao estabelecer uma série de postos de verificação, antes de se transferirem para uma importante base militar. Os combates deixaram quatro soldados iemenitas mortos, além de vários militantes da Al-Qaeda, disseram os oficiais, que falaram em condição de anonimato.

O braço da Al-Qaeda no Iêmen aproveitou-se da profunda crise política no país para lançar ataques. Teme-se que a ofensiva houthi e seu plano de tomar o controle de cidades do sul do país, onde a maioria da população é sunita, transforme o conflito político numa luta sectária, da qual a Al-Qaeda se beneficiaria.

Nesta segunda-feira, a Arábia Saudita concordou em ser o palco para as negociações de paz de paz com os houthis, pedidas por Hadi, segundo informou a agência de notícias oficial saudita. Muitos acreditam que os houthis, que segundo rumores recebem apoio do Irã, cujo governo é xiita, rejeitarão participar das conversações.

O líder dos houthis acusou a Arábia Saudita, além dos tradicionais aliados ocidentais do Iêmen e países ricos em petróleo do Golfo Pérsico, de tentar fragmentar o país. A Arábia Saudita acusou o houthis de realizarem um golpe de Estado. O reino sunita suspendeu sua ajuda financeira ao Iêmen. Fonte: Associated Press.