Uma explosão em uma área de lavagem de carros no norte da cidade síria de Alepo matou pelo menos cinco pessoas hoje, segundo informações de ativistas, e outra explosão na capital Damasco destruiu nove carros. Os ataques a bombas nas duas maiores cidades da Síria se tornaram comuns ultimamente, à medida que a revolta contra o presidente do país, Bashar Assad, fica cada vez mais militarizada.

Desde março do ano passado a oposição ao governo pegou em armas e tomou as ruas, mas Alepo e Damasco, que continuam sob poder de Assad, ainda são atingidas apenas por explosões que parecem ter como alvo prédios ligados aos serviços militar e de segurança. Segundo o ativista Mohammed Saeed, a loja no bairro de Sukari, em Alepo, é propriedade de um homem que atua em milícias favoráveis ao governo, conhecidas como shabiha.

Um acordo de paz que deveria ter começado em 12 de abril não está sendo cumprido e as forças do regime continuam lançando morteiros sobre áreas dominadas pela oposição e atirando em manifestantes. Uma equipe da Organização das Nações Unidas (ONU) de mais de 300 pessoas vai monitorar o cumprimento do acordo de paz. O diretor de paz da ONU, Herve Ladsous, afirmou que cerca de 40 observadores estão na Síria e no domingo o número aumentará para 65.

A ONU afirma que mais de 9 mil pessoas foram mortas desde o começo dos protestos. Ninguém assumiu imediatamente a autoria das explosões de hoje. As informações são da Associated Press.