O Partido Democrático Liberal (FDP, em alemão) reelegeu, neste sábado, Philipp Rösler, ministro da Economia da Alemanha, como seu líder, em Berlim, embora tenha perdido um pouco do apoio entre membros do partido. Roesler, que é também vice-chanceler da Alemanha, ganhou 85,7% dos votos, número menor que os 95,1% conquistados há 2 anos.

No entanto, a vitória confortável na eleição para a liderança do partido deveria fornecer um alívio ao parceiro júnior da coalizão governista da chanceler Angela Merkel. O FDP vinha enfrentando quedas nos últimos meses nas pesquisas de opinião e lutas internas do partido, além de alegações de sexismo que cercam seu candidato a chanceler e um de seus principais membros, Rainer Brüderle.

O partido é uma parceiro da União Cristã Democrata (CDU) de Merkel na coalizão de governo atual, embora seu recente enfraquecimento nas pesquisas eleitorais tenha levantado dúvidas sobre se conseguirá reunir um número suficiente de votos nas eleições nacionais no outono para apoiar outra aliança de centro-direita sob o comando de Merkel.

Enquanto as pesquisas de opinião indicam que o partido de Merkel deverá obter 40% dos votos – tornando-se confortavelmente o partido mais forte na Alemanha – o FDP deverá conquistar apenas 4%, abaixo dos 5% necessários para ganhar cadeiras no Parlamento. O enfraquecimento do FDP poderia ameaçar as perspectivas para a reeleição de Merkel.

Durante um discurso antes da votação nesse sábado, Rösler expôs algumas das principais reivindicações do partido para a campanha. Ele reiterou sua oposição à introdução de um salário mínimo nacional – uma questão eleitoral fundamental para partidos de esquerda de oposição. Ele reiterou também sua oposição à ideia de responsabilidade de dívida comum na zona do euro, ou uma emissão de dívida comum pelos membros do bloco, conhecida como “eurobônus”. As informações são da Dow Jones.