Com a indicação da ítalo-brasileira Carla Grasso aos cargos de vice-diretora-gerente e diretora administrativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), o atual vice de Christine Lagarde, Naoyuki Shinohara, deixará a entidade. Shinohara havia manifestado o desejo de deixar a instituição e retornar ao Japão ao final do seu mandato. Seu último dia de trabalho no FMI será em 28 de fevereiro.

Shinohara começou a trabalhar no FMI em março de 2010, no auge da crise financeira global, e, dentre suas contribuições, está o apoio dado à entidade para reabastecer seus fundos em mais de US$ 500 bilhões por meio dos chamados Novos Acordos de Empréstimos. Shinohara também atuou na adoção de medidas e acordos bilaterais de empréstimos que ajudaram a reforçar a credibilidade do FMI como uma instituição com recursos financeiros suficientes para assistir os países-membros em tempos de crise.

O antigo vice-diretor-gerente também supervisionou reformas que ampliaram a cobertura do FMI em auxílios de emergência, aumentaram a provisão de liquidez e garantiram que o fundo da entidade para a redução da pobreza e para o crescimento se tornasse autossustentável.

“Com sua marcante eficiência e ideias contundentes, Naoyuki ajudou o Fundo a responder à crise e, no geral, a fortalecer nosso relacionamento com nossos membros globais. Ele fará imensa falta a todos nós”, afirmou a diretora-gerente Christine Lagarde sobre a saída. “Eu o agradeço por seu comprometimento inabalável ao Fundo, aos seus funcionários e aos países-membros”.

Shinohara também supervisionava os setores de tecnologia da informação, gerenciamento de dados econômicos, serviços administrativos, segurança de pessoal, dentre outros.