O chefe de Estado italiano, Giorgio Napolitano, disse nesta sexta-feira (30) estar "muito angustiado" com a crise do lixo vivida pela região da Campania, cuja capital é Nápoles.

"Estou muito angustiado, vivo esta situação, como chefe de Estado e como napolitano, com grande apreensão", afirmou.

Durante um encontro com estudantes no palácio do Quirinal, sede da República, por ocasião da festa da primavera, Napolitano enfatizou que "o pior é deixar que se acumulem os dejetos pelas ruas, deixar que apodreçam e fazer a loucura de incendiá-los".

"É preciso empenhar esforços para superar a emergência e não se fechar em uma visão limitada: se todos dizem ‘não tragam o lixo perto da minha casa, levem-no a outro lugar’ se produzirá uma catástrofe", disse.

Há meses, toneladas de lixo se acumulam nas ruas da capital da Campania e na província.

Na semana passada, o governo presidido por Silvio Berlusconi, cujo Conselho de Ministros se reuniu em Nápoles, adotou uma série de medidas para tentar resolver o problema, entre as quais a abertura de dez depósitos na região e a construção de vários incineradores.

Berlusconi também anunciou que os depósitos seriam transformados em "zonas militares", protegidas por membros das Forças Armadas.

Chiaiano, um bairro da periferia norte de Nápoles, se tornou no último sábado cenário de confrontos entre a polícia e moradores, que protestavam contra a possível abertura de um depósito na região.