Israel libertou nesta segunda-feira (15) 224 prisioneiros palestinos em um gesto de apoio ao moderado presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Os libertos comemoraram com bandeiras palestinas e pularam em cima de um ônibus que transportava os detentos para a liberdade. Israel mantém ainda mais de 8 mil palestinos presos.

Os ônibus levando os palestinos, em sua maioria ligados ao Fatah de Abbas, partiram hoje de um campo de prisioneiros na Cisjordânia para um posto de controle militar, onde centenas de parentes os aguardavam. Os veículos seguiram para o escritório de Abbas, em Ramallah, onde o presidente abraçou e beijou cada um dos ex-detentos.

Inicialmente, Israel liberaria 227 prisioneiros. Porém, um porta-voz do serviço carcerário informou que apenas 224 foram soltos e os outros três casos eram estudados. Dezoito dos detentos seriam liberados na Faixa de Gaza.

Ao longo do ano passado, quando ocorreram negociações de paz entre israelenses e palestinos (que terminaram sem acordo), o primeiro-ministro Ehud Olmert autorizou a libertação de pequenos grupos de detentos. Na época, muitos palestinos consideraram essas liberações excessivamente pequenas e pouco significativas.

O rival do presidente da Autoridade Palestina, o grupo militante islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, mantém um soldado israelense refém desde 2006. O Hamas negocia a troca do militar por centenas de prisioneiros palestinos.

Eleições 

Também nesta segunda auxiliares de Abbas disseram que ele pretende marcar as eleições gerais na Cisjordânia e em Gaza para a primeira metade de 2009. Abbas já disse que marcaria eleições se as negociações com o Hamas não recomeçassem até o início do próximo ano. Não foi mencionada nenhuma data específica. A realização das eleições pode ser problemática, pois o Hamas não necessariamente permitirá que elas ocorram em Gaza.

Em Gaza, facções palestinas menores afirmaram que era improvável que um cessar-fogo com Israel fosse renovado. O pacto se encerra nesta sexta-feira. Líderes do Hamas devem se encontrar com as facções ainda hoje para discutir o assunto. Os próprios funcionários do Hamas deram declarações divergentes sobre a vontade do grupo de estender o cessar-fogo.