Os eleitores do Sri Lanka confirmaram seu apoio à coalizão de governo, que deseja reformar o sistema político, trabalhar na conciliação pós-guerra e fortalecer os laços com o Ocidente. Resultados divulgados nesta terça-feira mostraram o aumento no apoio ao primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe e ao Partido Unidade Nacional, dando a eles e a seus aliados cadeiras suficientes no Parlamento de 225 membros para formar um novo governo nesta nação insular do Oceano Índico.

O ex-presidente Mahinda Rajapaksa foi retirado do cargo na eleição realizada em janeiro, em meio a acusações de que abusou do poder durante seus quase dez anos no posto. Rajapaksa, que nega as acusações, tentava agora ser primeiro-ministro. Rajapaksa obteve um forte apoio ao derrotar os separatistas tâmeis, encerrando em 2009 uma brutal guerra civil. Após o conflito, porém, seus críticos disseram que ele ficou cada vez mais autoritário. Alijado pelo Ocidente, aprofundou os laços do país com a China.

As eleições parlamentares da segunda-feira eram vistas como um plebiscito sobre Rajapaksa e seus aliados, que tentaram bloquear a agenda de reformas do novo governo. Rajapaksa conseguiu votos para ser membro do Parlamento, mas seu partido não teve apoio suficiente para formar um governo.

Após assumir em janeiro, o governo de Sirisena lançou uma série de investigações de corrupção, tendo como alvos primordiais os parentes de Rajapaksa. O ex-secretário da Defesa Gotabaya Rajapaksa é investigado por corrupção, assim como Basil Rajapaksa. Ambos afirmam ser inocentes. Fonte: Dow Jones Newswires.