Uma bienal itinerante, nos moldes da de Veneza, é a proposta do governo italiano para a União do Mediterrâneo. Segundo o subsecretário das Relações Exteriores, Vincenzo Scotti, a medida serviria para “dar voz aos artistas do Mediterrâneo”.

“Precisa haver uma manifestação que mostre o nível de criatividade e de pesquisa que os artistas e os cientistas desta área, freqüentemente em dificuldades para se inserir no mercado global, alcançam”, declarou Scotti.

A proposta foi anunciada pelo subsecretário nesta quinta-feira (24), durante um fórum ocorrido na cidade de Messina sobre o papel da cooperação econômica e cultural na região euro-mediterrânica.

“É no Mediterrâneo que se joga a partida com o futuro”, comentou o subsecretário.

Scotti fala de uma mudança de perspectiva nas relações entre os Estados: “Com a União Mediterrânea, não há mais uma visão eurocêntrica de cooperação, mas um conjunto de alianças de Estados soberanos que discutem os temas do desenvolvimento e do diálogo”.

“Apesar de todas as dificuldades e o pessimismo que persiste na política, encontramo-nos em um tempo de mudanças. O papel das universidades, dos intelectuais e da sociedade civil é justamente aquele de colher a mudança”, concluiu.