O governo da Grã-Bretanha pediu ao dos Estados Unidos que libertem cinco residentes legais do Reino Unido atualmente detidos na carceragem da base naval americana na Baía de Guantánamo, em Cuba. O secretário de Exterior da Grã-Bretanha, David Miliband, escreveu à secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, para pedir a libertação dos cinco residentes, informou a chancelaria em Londres.

O pedido representa uma guinada na política de Londres sobre o tema e sugere que o novo primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, estaria determinado a seguir uma linha mais dura de defesa dos direitos civis do que seu antecessor, Tony Blair.

Blair, que recusava-se a intervir na maioria dos casos referentes a Guantánamo, optou apenas por engajar-se na libertação de nove cidadãos britânicos e de um residente que colaborou com os serviços secretos. Com relação aos demais residentes detidos em Guantánamo, Blair argumentou em março deste ano que não poderia ajudar pessoas que não possuíam cidadania britânica.

Antes de serem detidos, os cinco homens – um saudita, um jordaniano, um líbio, um etíope e um argelino – tinham status de refugiados, partida indefinida ou partida excepcional, situações estas que permitiam a eles permanecer na Grã-Bretanha, diz o comunicado.

A chancelaria britânica justificou a mudança de política com base no fato de os EUA terem começado a adotar medidas para reduzir o número de pessoas detidas em Guantánamo. A revisão foi recomendada por Miliband e pela secretária de Interior Jacqui Smith.