Sydney – O barco Esperanza do Greenpeace tentou sem sucesso impedir o reabastecimento de combustível do principal baleeiro japonês presente nas águas da Antártida.

"Os ativistas do Esperanza se colocaram entre a Nisshin Maru e a Orientel Bluebird, impedindo por toda a manhã que o barco japonês pudesse ser reabastecido", disse o Greenpeace na manhã desta terça-feira (22).

Mais tarde o porta-voz do Esperanza, Dae Walsh, acrescentou: "Os japoneses agora conseguiram reabastecer porque se tornou muito perigoso permanecer em meio aos dois barcos que se aproximavam".

O Greenpeace pediu então ao barco cisterna, de bandeira panamenha, que deixasse a região.

"Pedimos ao Oriental Bluebird que se distancie imediatamente das águas do Antártico. Sua presença põe em risco o equilíbrio de uma zona do mar que foi declarada reserva natural e santuário por um tratado internacional em 1998", disseram os ambientalistas à rádio.

Até o momento não houve reação oficial por parte dos japoneses. Dias atrás o Instituto Para a Pesquisa Sobre as Baleias, órgão japonês que controla a pesca destes animais, disse que aguardava em breve o fim do combustível dos barcos dos ativistas, procurando neste ínterim não responder às provocações.

O Sea Shepher, que na semana passada abordou o Nisshin Maru, admitiu hoje ter combustível para apenas mais duas semanas, antes de ser obrigado a retornar à base.

O Greeneace não quis informar por quanto tempo ainda o Esperanza poderá permanecer no Antártico. Ambos os navios não possuem meios de serem reabastecidos em mar aberto.

Enquanto isso, o governo da Austrália inaugurou o primeiro vôo do Airbus A319 que deverá auxiliar o navio Ocean Viking na espionagem das ações dos baleeiros japoneses, armazenando as provas da pesca predatória para serem mostradas a um tribunal internacional.

Mesmo com a proibição da pesca de baleias, instituída em 1989 pela Whale Comission, o Japão continua realizando a matança destes animais alegando "pesca para fins científicos".